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A recolocação está difícil? Saia do comum. E isso também vale para os recrutadores!

Antes de ser uma empresária da área de seleção e desenvolvimento e fazer entrevistas por competências ou treinar pessoas, acredito que uma habilidade que minha vida profissional sempre exigiu foi a minha capacidade de observação. E confesso que isso me atrai na medida que possibilita melhorar meu pensamento crítico e, muitas vezes, me isentar dos meus padrões pessoais.

Recentemente vi um post no Linkedin com uma crítica a um site de vagas. Li os comentários, alguns contrários, outros a favor. Comentei dizendo que os currículos realmente chegam para as empresas, mas podem sofrer alguma restrição em virtude de algum filtro e serem direcionados para uma “lixeira”. Outro fator é simplesmente o currículo não ter aderência à vaga e o profissional é excluído do processo de seleção. Mas como ser mais assertivo nessa corrida que por vezes parece desleal?

Não é raro ao conduzir um processo de seleção, o profissional em entrevista me surpreender com algumas competências que não estavam nada aparentes lendo seu currículo ou se eu ficasse no ambiente comum das entrevistas. E é este o convite que quero fazer a vocês ao buscar uma nova colocação ou um profissional no mercado. Que nessa busca as duas partes envolvidas, candidato e selecionador, consigam buscar durante o processo de seleção habilidades e potenciais que sejam essenciais para a relação ganha-ganha. E aí possam desenhar uma nova trajetória para a carreira profissional dessa pessoa.

Uma categoria de profissional que entrevisto bastante é o de banco. Vou utilizar como exemplo já que vejo uma grande mudança nesse perfil com remunerações menos atrativas (ainda que o pacote de benefícios seja), carreiras mais achatadas, os bancos investindo cada vez mais no atendimento eletrônico, etc. Com tudo isso não é raro ver profissionais de banco com maior dificuldade de recolocação. Vale ressaltar que os próprios bancos têm por políticas não recontratar profissionais vindos de concorrentes.

O que acaba ocorrendo é que essa pessoa não é chamada para uma entrevista sequer ou quando passa por um processo de seleção não é aprovado porque vem de um mercado muito específico. Vale uma observação aqui quando os processos são baseados em conhecimentos técnicos e não comportamentais. E não estou pedindo que façam uma aposta em achismo, mas investigar de forma sistêmica todas as possibilidades durante o processo de seleção e abrir novas portas para esse candidato.

Essa semana tive oportunidade de conhecer um profissional com formação em zootécnica, mas que tem uma agência de marketing e produtora de vídeo. Perguntei se a zootecnia tinha ficado prá trás e ele respondeu: “Não, trabalho também com marketing rural.” Achei maravilhoso!!! Isso é descobrir novas possibilidades dentro de tudo que temos de conhecimento. É buscar nichos de mercado, demandas latentes e despertar para novas alianças que estejam adormecidas porque não estamos conseguindo vislumbrar nada além do que sempre fizemos.

Sugiro que você liste todos os seus conhecimentos técnicos e comportamentais que você acredita ter ou já tenha sido citado por suas chefias anteriores. A partir delas faça um exercício de todos os mercados, atividades ou posições que você poderá atuar. É importante que você liste tudo aquilo que você realmente se identifique e se veja trabalhando.

Por fim, comece a ampliar suas buscas de um novo trabalho. Converse com gestores ou empresários dessas novas áreas e veja se realmente esse ideia pode ser colocada em prática.

Te desejo êxito em sua caminhada!!!

Um forte abraço

Andrea França

Bridge Recursos Humanos

Seja Melhor Que Seu Currículo

É fácil encontrarmos inúmeros artigos, vídeos e reportagens sobre como elaborar um currículo. Eu mesma crio conteúdo para o canal O Papo é Vendas no Youtube onde falo sobre esse tema. Durante minha vida profissional com gestão de pessoas já trabalhei com diversos níveis operacionais e recebi currículos dos mais clássicos aos mais inusitados. Já peguei currículos super bem escritos em que o profissional foi péssimo na entrevista e currículos horríveis em que o candidato superou as expectativas na entrevista e depois que assumiu o cargo. Infelizmente a maioria dos currículos mal escritos já são descartados logo de cara e a pessoa já perdeu a chance logo na saída. Eu poderia escrever todo esse texto sobre coisas engraçadas e tristes que já vi em currículos, mas não é sobre isso que vou escrever. Quero falar sobre como você apresenta tudo que colocou no currículo quando está frente a frente com o selecionador.

O título desse texto é verídico e isso eu escutei recentemente de um profissional que está empregado, mas busca uma nova colocação. Ele foi chamado para uma entrevista via Skype e conversávamos sobre a possibilidade da entrevista ser pessoalmente e, quem sabe, ele se sair melhor. Ele foi categórico: “Sou melhor que meu currículo.” Conheço bem essa pessoa e posso dizer com toda certeza que essa afirmação é verdadeira. Realmente ele possui uma ótima comunicação verbal, boa argumentação sobre sua área de conhecimento, expõe de forma clara e objetiva seus resultados e o currículo está muito bem escrito.

A primeira dica vai para que você já faça seu currículo voltado para resultados. Além, de estar claro qual seu objetivo profissional, exponha em cada experiência profissional os resultados que alcançou, qual abrangência territorial compunha suas atividades, a quem você se reportava, qual o porte da sua empresa (seja por faturamento ou número de colaboradores), quantos colaboradores estavam sob sua liderança, premiações, projetos que liderou ou teve efetiva participação, etc. A segunda dica é inscrever-se em vagas que realmente vão ao encontro da sua linha de conhecimento, vivência profissional ou objetivos de carreira. Não se atente apenas ao nome do cargo e remuneração.

Agora sim! Você foi chamado para um processo de seleção e precisa se preparar para apresentar tudo aquilo que colocou no papel, principalmente se você for passar por uma entrevista por competências. Nela o selecionador irá aprofundar em todas as questões que você citou. E não estou dizendo que falar que liderou, ganhou, executou, planejou são essenciais. O importante é que sua adesão ao cargo que ocupava era baseada no comprometimento às atividades e seus resultados fizeram a diferença nos objetivos corporativos. Errou? Claro, todos nós erramos. Não tenha medo de expor seus erros. Só não coloque a culpa nos outros ou seja arrogante. Ao invés disso, comente o que aprendeu com isso e o que fez para melhorar.

Por fim, não se prolongue em cada resposta. Responda o que lhe foi perguntado e não perca o foco. Seja natural e transmita segurança e confiabilidade em suas falas.

Um abraço

Andrea França

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